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Trabalho tá pesando! Cansaço, burnout.. será que é isto mesmo que quero da vida?

Foto do escritor: Tiago Peixoto
Tiago Peixoto
7 de out.
4 min de leitura


Você já terminou o expediente cansado(a) e ficou pensando se o problema não era apenas o cansaço? Pensou que precisa descansar, mudar algumas coisas na rotina, mas também se, na verdade, aquele trabalho já não faz mais sentido? São questionamentos comuns, especialmente para aqueles que trabalham há muito tempo em uma função ou organização. Curiosamente, indicam que nem todo sofrimento profissional significa necessariamente burnout. Ou pelo menos, ainda não.


Burnout ou falta de sentido?


Existem diferentes razões para alguém se sentir mal no trabalho: rotina intensa, relação entre os colegas, falta de perspectiva de crescimento ou melhora salarial, incapacidade de contribuir com suas ideias, sentir-se valorizado e incluído, muitas coisas. Quando muitos pontos se somam gerando dificuldade de produção e envolvimento, é sinal de que o estresse profissional persistente está levando ao burnout. Isto é, processo que indivíduo fica marcado por exaustão, distanciamento em relação ao trabalho e redução da sensação de eficácia.

Mas, acredita, também existe outra possibilidade em paralelo: você pode simplesmente ter mudado e o cenário não te acompanhou.


Uma profissão que fazia sentido aos 25 anos pode não responder às mesmas necessidades aos 35 ou 40. Seus interesses, prioridades, relações e expectativas podem ter se transformado. Por isso, antes de pensar em “aguentar” ou “pedir demissão”, vale investigar: Estou cansado(a) do trabalho ou da maneira como estou trabalhando? Não gosto do meu trabalho ou apenas não gosto de como as coisas estão acontecendo no espaço que estou atualmente? Como esta relação de trabalho está impactando em outros setores da minha vida?


O problema pode estar nos limites


Responder mensagens fora do horário, assumir tarefas demais, ter dificuldade de dizer não ou evitar conversas importantes pode transformar uma rotina administrável em uma fonte permanente de estresse. Para muitas pessoas é difícil de assumir que limites profissionais não significam falta de comprometimento, mas sim reconhecer que seu tempo e sua energia também são recursos seus e precisam ser bem administrados!


Às vezes, uma conversa sobre prioridades, carga de trabalho ou disponibilidade já produz uma mudança importante. Em outras situações, a reação da organização diante desses limites mostra que o problema é estrutural e talvez exija uma mudança maior.


E se você realmente não quiser mais?


O fato é que nem toda crise profissional pode ser resolvida com férias ou organização. Temos crises menores, crises maiores. Só quem trabalha conhece a sua jornada, o que foi tentado, o que é possível, muito embora às vezes subestimemos possibilidades de movimento.


Talvez você tenha percebido que não gosta mais das atividades que realiza. Talvez queira mais autonomia, outro ambiente, uma jornada diferente ou até uma profissão completamente nova. Isso não significa necessariamente que os anos anteriores foram um erro. Na verdade o desejo de mudança e viver coisas diferentes é algo muito recorrente para a maior parte das pessoas nas últimas décadas, a forma de se relacionar com trabalho vem mudando!


Uma carreira não precisa ser uma decisão definitiva tomada uma única vez. É possível reconhecer que uma escolha foi adequada em determinado momento e, posteriormente, construir outra direção. Antes de abandonar tudo, porém, experimente ampliar as possibilidades: conversar com pessoas de outras áreas, pesquisar novas funções, fazer um curso, desenvolver um projeto paralelo ou imaginar como seria uma rotina profissional diferente. Evidentemente que precisa ser ajustado a sua realidade! Tem pessoas que às vezes vivem rotinas de trabalho e deslocamento tão cansativas que até sonhar com novas possibilidades parecer gerar cansaço.


Daí temos que começar devagar, com cuidados e ações simples e viáveis para que o desejo de mudar as coisas não se torne mais um fardo no meio da sua rotina de atividades. Sobretudo se você não tem que conceda apoio financeiro, tem família ou filhos, tudo exige planejamento mais estratégico ainda: é muita coisa em jogo!


A questão "X"


Em vez de se perguntar “devo pedir demissão?”, talvez seja mais importante entender “o que, no meu trabalho, está me fazendo mal?” Afinal, tem coisas que você pode ter controle de mudar e outras não. E, honestamente, nem sempre é fácil entender o que é o que é, pois somos muitas vezes inundados por crenças limitantes e fantasias que nos impedem de agir em nosso benefício.

Evidentemente que pode ser a carga de trabalho, a falta de limites, o ambiente, as relações, a ausência de reconhecimento ou até a sensação de que aquilo já não corresponde ao que você deseja para a sua vida. No entanto, mudar pode não ser o recurso possível imediatamente para muitos também. Para estes, a resposta não será sair. Para outros, será mudar a forma de trabalhar. Outros ainda precisarão reconhecer que é hora de construir uma nova direção.

A psicoterapia pode ajudar você a compreender melhor esse momento, diferenciar exaustão de perda de sentido e tomar decisões profissionais com mais clareza. Se você está cansado(a), em dúvida sobre sua carreira ou sentindo que o trabalho deixou de fazer sentido, entre em contato e agende uma consulta. Vamos olhar para esse momento com mais cuidado e entender quais caminhos fazem sentido para você.

 
 
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