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Estou no meu limite: sobre as ideias de interromper a própria vida

  • Foto do escritor: Tiago
    Tiago
  • 30 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 22 de dez. de 2025


Muitos homens, jovens ou mais velhos, chegam a momentos da vida em que o peso das responsabilidades, das expectativas, dos sofrimentos antigos e do silêncio se torna insuportável. A ideação suicida — pensar em desaparecer ou querer que a dor acabe — muitas vezes surge não porque o homem realmente deseja morrer, mas porque não encontra outra forma de aliviar um sofrimento que já dura tempo demais.


A ideia de que é preciso ser forte, aguentar, de não demonstrar fragilidade ou de enfrentar tudo sozinho, empurra muitos para o limite sem que percebam. Quando as emoções ficam engasgadas, a mente procura saídas extremas. Um prelúdio acontece quando há o crescente uso de substâncias, comportamento de se colocar em risco, ou simplesmente não se importar se algo pior acontecer, são cenários comuns.


Os pensamentos suicidas também aparecem quando sintomas como irritabilidade, cansaço intenso, perda de interesse e sensação de inutilidade vão se acumulando. A depressão e a ansiedade, muito frequentes em homens, nem sempre são reconhecidas como tais — às vezes se manifestam como raiva, isolamento, queda no desempenho ou medo de falhar com a família... Perdas afetivas, crises profissionais, expectativas não atendidas e a falta de um espaço seguro para falar sobre vulnerabilidades tornam a dor ainda mais difícil de elaborar.


Em algum momento a chave vira. E todo este peso vira planejamentos e ações. Neste sentido, é pertinente mencionar que, se maior parte das pessoas que tem tentativas de suicídio são de mulheres, a maior parte das pessoas que tiram a própria vida, de fato, são homens. Este dado se repete em vários países, com culturas e religiões diferentes.


Lidar com esse sofrimento exige, antes de tudo, reconhecer que ele existe. Nomear o que se sente — mesmo que pareça simples — já ajuda a organizar o caos interno. Reduzir o isolamento também é fundamental: enviar uma mensagem curta para alguém de confiança, marcar um café ou simplesmente sair para caminhar acompanhado pode interromper pensamentos que se repetem sem parar. Cuidar do corpo, com sono adequado, alimentação e movimento, diminui a intensidade da angústia e abre espaço para decisões mais claras. A indicação de medicação para os sintomas pode acontecer quando a situação vai ficando mais intolerável.


A busca por ajuda profissional é um ato de coragem, não de fraqueza. A psicoterapia oferece um ambiente seguro onde homens podem, muitas vezes pela primeira vez, falar sobre medo, tristeza e exaustão sem serem julgados. Sim, no atual cenário contemporâneo, muitos homens podem sentir-se preocupados e desconfiados de procurar psicoterapeutas que centralizem o seu discurso e apontar o quão os homens são defeituosos. Mas, felizmente, há profissionais que entendem esta particularidade e buscam acolher estas demandas.


Se você chegou até aqui sentindo que a vida está pesada demais, saiba que existe apoio e existem caminhos possíveis. Você não precisa enfrentar isso sozinho. Se quiser dar um primeiro passo, agende uma consulta pelo site ou se você se vê num risco imediato de fazer algo contra si, é essencial procurar ajuda urgente — como o 188 (CVV) ou o pronto atendimento mais próximo — porque a sua segurança é prioridade absoluta.


Preciso ressaltar para você que há ajuda, há cuidado e há futuro, mesmo que agora pareça difícil enxergar.

 

 
 

Psicólogo Tiago Peixoto (CRP 08/23510) - Edifício Palace Executive Center - Avenida Padre Anchieta, 1691, Sala 406 - Bigorrilho, Curitiba - PR

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